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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Hoje Dona Elza estaria completando 50 anos de idade se estivesse aqui conosco.


Temos aqui uma homenagem do seu irmão Edso,n carinhosamente conhecido como "Dizinho", que reside em São Paulo e que sempre nesta data lhe ligava para deseja-la feliz aniversario e hoje não foi diferente.

Durante a vida passamos por diversos momentos, alguns muitos felizes e outros muito tristes. As emoções muitas vezes são que nos fazem tomar decisões e expressar pensamentos.

Os momentos de despedida  são um dos que nos deixam com a sensação de saudade. Quando familiares ou amigos  vão fazer uma viagem mais longa, ou até mesmo vão morar em algum lugar distante, é na despedida que deixamos uma mensagem bonita, para que sempre se lembrem dos momentos felizes que nos passamos juntos.

A morte é o grande mistério que ronda a humanidade e mesmo quando é desejada, faz muitos sofrerem, especialmente pela ausência de pessoas queridas, de quem jamais sentiremos o perfume, o afago, o abraço carinhoso, a voz a nos chamar e tudo o que faz diferença em nossas vidas. Todos nós perdemos pessoas queridas, mas em nosso íntimo, ainda acreditamos que podemos encontrá-las em cada esquina, que vamos abrir a porta e dar de cara com elas. Porém, elas apenas se mostram em nossos sonhos e na saudade que cresce a cada dia, independente de quanto tempo faz desde a sua partida.

    A um Ausente – Carlos Drummond de Andrade
Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste.

De seu Mano Dizinho, seu esposo Nelson Fotografo. Filhos e demais parentes.


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