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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

FOTOS E FATOS DO FACE


As redes sociais ampliaram as possibilidades de mobilização e participação social. Uma simples “curtida” ou um “compartilhamento” de uma postagem nos dá a sensação de que estamos fazendo a nossa parte mesmo sem sair da frente do computador. De fato uma publicação poderá ser visualizada por um número incalculável de pessoas, podendo difundir ideias, pensamentos, fatos e, inclusive, desinformações.

Juntamente com a grandeza da informação preciosa que a internet nos possibilita, ela também permite a difusão de equívocos propositadamente construídos, visando plantar nos usuários determinados posicionamentos.

Não é raro encontrarmos aqui no facebook mensagens que, visualizadas superficialmente, nos convidam a “compartilhar” para que o mundo tome conhecimento daquele “absurdo”. A título de exemplo, circula nas redes sociais o post “denunciando” que “NO BRASIL UM PRESIDIÁRIO GANHA MAIS DO QUE UM TRABALHADOR”.

O AUXÍLIO-RECLUSÃO, citado e compartilhado na rede, é concedido pelo INSS apenas aos dependentes dos presos que estavam contribuindo com o Sistema de Previdência Social antes do encarceramento. Este auxílio somente é concedido aos familiares do preso cujo salário antes da prisão não fosse superior a R$ 971,78. O benefício é uma proteção à família do preso que trabalhava e contribuía para a previdência, logo, o preso que não contribuía para a previdência não terá direito ao auxílio-reclusão. Como se vê, a mensagem de que no Brasil um presidiário ganha mais do que um trabalhador é um disfarçado convite ao ódio, ao preconceito e à injustiça.

Por vezes, essas e outras postagens são direcionadas para criar um efeito esperado na massa de visualizadores. No exemplo do post citado, os criadores usam a desinformação para difundi a ideia de um país de valores às avessas.

É um grande equívoco compartilhar mensagens sem consultar a procedência e a veracidade da informação. Quando compartilhamos uma desinformação estamos contribuindo para que o conteúdo das redes sociais se torne mais inseguro e vulnerável.

Edson Dantas


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