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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A CONVERSA SERÁ SEMPRE A MELHOR ARMA PARA SUPERAR A CRISE HÍDRICA EM PONTO NOVO E EM TODO O ESTADO -

Às vezes, em momentos de aflição, principalmente quando milhares de pessoas correm risco de perderem seus empregos, o sentimento de desespero pode até efetivar ações precipitadas, mas tenho certeza que sempre nossa melhor arma é a discussão baseada em argumentos técnicos. Ontem agricultores do perímetro irrigado de Ponto Novo fecharam a BR-407, que liga Salvador a Juazeiro, por algumas horas, para protestar contra a possibilidade de suspensão do fornecimento de água para a irrigação dos 1,4 mil hectares cultivados no município e responsável por cerca de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

A preocupação dos agricultores, comerciantes e da população em geral ocorreu porque hoje seria, conforme acordo firmado entre os próprios agricultores e o governo estadual no final de janeiro, o último dia permitido de irrigação mínima de sobrevivência para que as bananeiras, apesar de não produzirem, não morressem.

No mês de janeiro, durante os debates sobre o corte de água, em diversas reuniões que participei, argumentei tecnicamente e solicitei junto aos técnicos do governo e ao próprio governador Rui Costa a manutenção da irrigação por quatro horas diárias por pelo menos 15 dias para que as plantas não morressem, já que a prioridade, por lei, é o consumo humano e as barragens de Ponto Novo e Pindobaçu caminhavam para o nível de alerta 2.

Naquele momento a sensibilidade e decisão acertada do governador juntamente com o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, permitiu que isto acontecesse.

Esta decisão evitou um prejuízo estimado em R$ 84 milhões referente ao investimento no plantio desses 1,4 mil hectares de fruteiras que morreriam imediatamente e também o desemprego de 5 mil pessoas. Desta forma, apesar do prejuízo momentâneo pela falta de produção, esta seria retomada tão logo o nível das barragens voltassem ao normal com a chegada das chuvas e a irrigação pudesse ocorrer na quantidade adequada pela maior oferta de água.

Nestes últimos dias, sabendo da necessidade de prorrogarmos mais um pouco este prazo, e mantermos essa irrigação de sobrevivência, já que, infelizmente, a chuva não chegou e temos previsões de precipitação pluviométrica para os próximos dias, eu e o ex-prefeito Adelson Carneiro já estávamos conversando com a equipe técnica do governo, comandada por Bruno Dauster, solicitando a prorrogação deste prazo do acordo anterior, o que permitiria, novamente, que as plantas não morressem. Eles, ao que nos parecia, estavam sensíveis novamente a permitir esse procedimento.

Ontem, mesmo tendo sido surpreendidos e ficado chateados por uma atitude considerada precipitada por parte dos manifestantes, o governador e o secretário, mais uma vez, mostraram que, apesar de terem que cumprir o que manda a lei com a priorização da água para o consumo humano, são sensíveis à necessidade de evitarmos uma situação de calamidade na região e garantiram que a irrigação de sobrevivência para as plantas possa ser mantida por mais 15 dias.

A previsão meteorológica mostra que as chuvas podem cair na região e regularizar os níveis de água nas barragens. Logo depois dessa decisão do governo, os manifestantes entenderam e agradeceram a sensibilidade do governo em relação ao pleito deles e liberaram as pistas.

Na busca da solução deste problema, não há lados opostos. Eu, o ex-prefeito Adelson Carneiro, os agricultores e o governo estamos jogando no mesmo time. Sei que o momento é de apreensão, mas tenho convicção na sensibilidade de todos os envolvidos e a certeza que vamos superar o mais rápido possível a crise hídrica na região. Graças a Deus a manifestação não se tornou um conflito, já que o governo poderia ter utilizado a força policial.

Contem comigo sempre!

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