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Considerado foragido, dono da Itaipava repatriou irregularmente R$ 1,4 bilhão

O empresário Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, é considerado foragido pela Justiça. A defesa dele chegou a procurar e entrar em contato com a polícia, mas não apresentou Faria.

Conforme apurado pela Exame junto a Polícia Federal, Walter Faria repatriou irregularmente, em 2017, R$ 1.393.800.399,02, utilizando o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT). Segundo a Globo News, ele foi responsável sozinho por quase 1% do valor total repatriado no país. O empresário é alvo de um mandado de prisão preventiva na 62ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Rock City (leia aqui).

“É possível concluir que Walter Faria foi uma das engrenagens do aparato montado pela Odebrecht para movimentar valores ilícitos, destinados principalmente a pagar propina a funcionários públicos da Petrobras e da administração pública brasileira e estrangeira, por meio da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo, e por meio de entrega de propina travestida de doação de campanha eleitoral realizada por empresas do grupo Petrópolis em nome da Odebrecht”, dizem os procuradores da Lava-Jato, de acordo com reportagem da Veja.

A matéria ainda apontou outras duas empresas offshores utilizadas pelo grupo que pertencia a Walter para repassar propina seriam a Headliner e Gallpert Co SA. As companhias receberam, ao todo, cerca de 3,4 milhões de dólares de Julio Camargo e Jorge Luz, operadores e delatores do petrolão.

Investigações da força-tarefa de Curitiba apontam que esses recursos seriam parte de pagamento de propina decorrente do navio-sonda Petrobras 10.000 para parlamentares do PMDB.

A reportagem da Veja ainda afirma que investigadores da Lava-Jato informaram que Walter Faria aderiu ao regime especial de regularização cambial e tributária (RERCT) e passou a declarar 1,3 bilhão de reais em seus impostos de renda.

“Destaca-se que os ativos mantidos por Walter Faria no exterior não poderiam integrar o RERCT, pois a origem desses ativos — em grande parte ainda mantidos no exterior pelos investigados — são, em sua maioria, decorrentes dos crimes de corrupção ou faziam parte de complexa engrenagem de sistema de lavagem de dinheiro do grupo Odebrecht, principalmente relacionados a desvios na Petrobras”, afirmou o Ministério Público Federal ao veículo.

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