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Demora e recusa no atendimento a uma criança de 6 anos, pela médica plantonista do Hospital Municipal de Jaguarari, na noite desta segunda-feira (13/01/2020) virou caso de Polícia


Na noite desta segunda-feira, 13 de janeiro de 2020, a Polícia Militar foi acionada para garantir o direito à saúde, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, no artigo XXV, na Constituição Brasileira, de 1988, no artigo 196, no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, artigo 7º e na Lei 8.080/90, em seu artigo 2º, a uma criança de apenas 6 anos idade.

De acordo com informações colhidas com a família, a mãe levou sua filha, que se queixava de dores no corpo e estava com suspeita de febre, à emergência do Hospital de Jaguarari. Ao chegar fez a ficha de atendimento, e ao passar pela triagem, o termômetro apontou 37,6°, considerado estado febril (temperatura entre 37,2 e 37,8°). Porém, a médica, segundo a família, não estava usando jaleco ou qualquer outra identificação, conversava com outros funcionários no "postinho" interno e ao ser questionada pela mãe, disse que atenderia depois.

Decorrido mais de uma hora de espera, a mãe indagava que a médica atendesse sua filha, pois ela não estava bem e havia muito tempo esperando, foi neste momento que a profissional disse que não iria atender. A partir daí a mãe pegou o celular e começou a gravar a atitude da plantonista, que avançou sobre a mãe, que estava com a sua filha doente nos braços, tomou-lhe o celular de forma agressiva, arremessou-o ao chão e pisoteou, provavelmente com o intuito de quebrá-lo e apagar a sua fala onde negara o atendimento.

Diante das agressões a sua esposa e negligencia em não atender sua filha, o esposo e pai da criança acionou a Polícia Militar, que registrou o ocorrido e recuperou o celular que estava na posse da citada médica.

O caso será registrado também na Delegacia da Polícia Civil de Jaguarari para as devidas providências.

A médica envolvida não foi conduzida a Delegacia de Senhor d Bonfim, por não haver outro profissional para manter a cobertura do plantão médico, mas poderá sofrer punição judicial e também deverá ser levada ao Conselho Regional de Medicina.

A criança foi levada pelos pais para a UPA de Senhor do Bonfim. Até a publicação desta matéria não obtivemos informações do estado de saúde da mesma.

Lamentamos, mas este não foi o único caso que chegou ao conhecimento de nossa equipe, outros pacientes afirmam que constantemente são vítimas de péssimo atendimento no HMJ, mas não quiseram se identificar e nem ceder nomes de profissionais envolvidos.

Logo após o fato ter sido divulgado por nosso repórter, uma nota em nome da direção do HMJ circulou nas redes sociais, desmentindo a família e alegando que a presença da PM se deu por "devido a família se portar de forma alterada e agressiva com a servidora pública Profissional de saúde deixando inclusive com hematomas", a família nega as informações contidas na nota e devem está se manifestando, de forma oficial, a qualquer momento.

Em 2018, na administração do vice-prefeito, um médico foi demitido do HMJ após reclamações de pacientes por negativa de atendimento. Que postura adotará o atual prefeito diante deste absurdo?

Jaguarari On Line 

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